quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dois poemas de Hsuan Chueh

Claro espelho cardíaco reflete as algemas do por vir.
O vazio destrincha-se limpo, inúmeras palavras.

Todas as coisas em suas majestades, obscuras vistas assim.
A única jóia reluzente: nem dentro, nem fora.


* * *


Uma lua vista como una em todas as águas.
De todas as águas a lua, que a lua una detêm.

Assim, o Buddha-dharma em meu ser:
meu ser uno com o Desperto.



Hsuan Chueh (665-713) foi monge na China durante a dinastia T'ang e é dito que dominou "as meditações deitada, sentada, de pé e andando", estes dois poemas foram retirados  de Cheng Tao Ko, Os Cânticos do Caminho, estudado como um dos cânones do taoísmo. Vertidos para o português a partir do inglês.

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